Depois de assinado este acordo quadro, que vigorará durante dois anos, os organismos e entidades da Administração Pública passam a contar com os preços máximos e as condições técnicas mínimas que os fornecedores se comprometeram a cumprir nas suas propostas de fornecimento ao Estado, estimando-se uma poupança mínima directa de 2,3 milhões de euros face aos preços de venda ao público normalmente praticados.
As condições agora acordadas poderão ainda ser melhoradas sempre que os organismos consultem todos os co-contratantes parte no acordo quadro para os fornecimentos de papel, economato e consumíveis de impressão, uma vez que os fornecedores apenas poderão formular propostas concretas de fornecimento cujos preços sejam iguais ou inferiores aqueles com que se apresentaram no concurso realizado com vista à celebração do acordo quadro.
Este foi já o terceiro acordo quadro celebrado pela ANCP em 2008, depois dos respeitantes a serviço móvel e combustíveis e faz parte integrante de um conjunto de 15 concursos previstos pela ANCP até ao final de 2008. As categorias abrangidas, além das já finalizadas, incluem ainda, equipamento informático, licenciamento de software, serviços de cópia e impressão, veículos, seguro automóvel, energia, limpeza e higiene (todas com processo de concurso em curso), estando as relativas a vigilância e segurança, plataformas electrónicas de contratação pública, viagens e alojamentos, alimentação e comunicações fixas a ser trabalhadas no sentido de serem lançados os respectivos concursos até ao final do ano.
A nova geração de acordos quadro a celebrar pelo Estado resultante destes concursos abrangerá cerca de 80% das despesas públicas transversais, esperando-se um impacto positivo na redução e racionalização da despesa pública. Prevê-se atingir, nos dois primeiros anos de vigência dos acordos quadro, um montante global de poupança na ordem dos 150 milhões de euros.